É multado quem compra réplicas de luxo online e as recebe em Taiwan?

Atualizado em 2026-08-31 | A legislação e as estatísticas baseiam-se nas fontes primárias verificadas na data indicada nesta página

Nova legislação de 2025 e casos reais de fiscalização

O Ministério das Finanças publicou, a 29 de maio de 2025, a revisão das "Normas para a Redução e Isenção de Sanções em Casos de Repressão do Contrabando Aduaneiro", em vigor desde junho: o contrabando de contrafações deixou de beneficiar da isenção de multa para mercadoria de valor até NT$5,000 — qualquer apreensão implica confisco, e pode ainda ser aplicada uma multa até 3 vezes o valor da mercadoria. As contrafações importadas por via de declaração normal nunca tiveram margem de isenção para valores reduzidos.

Apreensões em 2025

4,92 milhões de artigos contrafeitos

Segundo estatísticas da Administração-Geral das Alfândegas: em 2025 foram apreendidos 430 casos de infração de propriedade intelectual, com 4,92 milhões de artigos contrafeitos; as três principais categorias foram cigarros, medicamentos e vestuário — foram mesmo apreendidos chips contrafeitos da NVIDIA (8 unidades, com um valor de mercado superior a NT$7 milhões).

Valor de mercado da infração

Mais de NT$900 milhões

Em 2025, o valor de mercado das contrafações apreendidas ultrapassou os NT$900 milhões (conferência de imprensa da Administração-Geral das Alfândegas de 2026-04-15). A fiscalização não é um slogan abstrato, é a aplicação real da lei em centenas de casos todos os anos.

Desde junho de 2025

Eliminada a isenção de multa para contrabando de baixo valor

No regime anterior, os casos de contrabando com valor de mercadoria até NT$5,000 podiam ficar isentos de multa (o confisco aplicava-se na mesma); após a revisão, a mercadoria que infrinja direitos de marca, de patente ou de autor fica excluída desta isenção — por muito reduzido que seja o montante, a multa é sempre aplicada.

Fonte: Despacho n.º 1141013915 do Ministério das Finanças (Taicaiguan) de 2025-05-29 (revisão do artigo 4 das Normas para a Redução e Isenção de Sanções em Casos de Repressão do Contrabando Aduaneiro), estatísticas de fiscalização fronteiriça de propriedade intelectual da Administração-Geral das Alfândegas de 2025; data de verificação: 2026-08-31.

Por que razão é ilegal importar contrafações

As contrafações violam os direitos de marca e de autor de terceiros; o ato de as importar afeta simultaneamente a Lei das Marcas, a Lei dos Direitos de Autor e o Regulamento de Repressão do Contrabando Aduaneiro. O que a Alfândega determina é se a mercadoria é ou não uma contrafação, não o valor, a finalidade ou se havia ou não conhecimento; assim que a infração é determinada, procede-se ao confisco nos termos da lei, podendo ainda ser aplicada uma multa. Indicar como morada de destino um armazém de consolidação no estrangeiro para depois reenviar para Taiwan não muda nada: a responsabilidade de importador continua a recair sobre o destinatário.

Muitas pessoas pensam que "comprar uma só unidade para uso pessoal não tem consequências" — a nível penal há de facto diferença (ver os níveis abaixo), mas o confisco da mercadoria e as multas administrativas não distinguem entre uso pessoal e venda: o artigo é confiscado da mesma forma, o valor pode igualmente ser objeto de multa, e as despesas de destruição podem também ser-lhe exigidas.

Níveis de responsabilidade penal e administrativa: uso pessoal vs. intenção de venda

Importar contrafações para uso pessoal, sem intenção de venda: não há responsabilidade penal nos termos da Lei das Marcas, mas a mercadoria é confiscada na mesma e pode ainda ser aplicada uma multa até 3 vezes o seu valor; assim que exista "intenção de venda", entra-se no âmbito da responsabilidade penal — são dois níveis de consequências completamente diferentes.

SituaçãoEfeito jurídicoBase legal
Importação para uso pessoal (sem intenção de venda)Sem responsabilidade penal nos termos da Lei das Marcas; mas a mercadoria é confiscada + pode ser aplicada uma multa até 3 vezes o seu valor, e se as despesas de destruição excederem NT$5,000, são cobradas ao importadorArtigo 39-1 do Regulamento de Repressão do Contrabando Aduaneiro
Importação com intenção de venda de produtos com marca contrafeitaAté 1 ano de prisão, prisão simples ou multa até NT$50,000, ou ambas (o mesmo se aplica à venda online)Artigo 97 da Lei das Marcas
Uso com fins de marketing de uma marca idêntica ou semelhante à de terceirosAté 3 anos de prisão, prisão simples ou multa até NT$200,000, ou ambasArtigo 95 da Lei das Marcas
Importação de produtos pirateados (livros, discos, jogos ou outras reproduções não autorizadas)Considera-se violação de direitos de autor; responsabilidade penal até 2 anos de prisão, ou multa até NT$500,000, ou ambas. Existe uma exceção: uso pessoal não destinado à distribuição, limitado a um exemplar por obra e por vezArtigo 87, n.º 1, alínea 3, artigo 93, alínea 3, e artigo 87-1 da Lei dos Direitos de Autor
Contrabando dissimulado (introdução não declarada)Multa até 3 vezes o valor da mercadoria + confisco; desde junho de 2025 a mercadoria infratora já não beneficia da isenção de multa para valores até NT$5,000Artigo 36 do Regulamento de Repressão do Contrabando Aduaneiro e artigo 4 das Normas para a Redução e Isenção de Sanções em Casos de Repressão do Contrabando Aduaneiro

A sanção por importação prevista no artigo 97 da Lei das Marcas tem como elemento constitutivo a "intenção de venda" (texto em vigor após a reforma de 2022); o uso puramente pessoal não constitui responsabilidade penal nos termos deste artigo, mas não afeta a responsabilidade administrativa nem o confisco. O texto original da legislação pode ser consultado na Base de Dados Nacional de Legislação; data de verificação: 2026-08-31.

As situações de compra online com maior risco de contrafação

Um preço muito abaixo do valor de mercado = o maior sinal de alerta

Segundo um inquérito da EUIPO de 2023 (25.824 entrevistas): quase 4 em cada 10 (39%) consumidores europeus já suspeitaram ter comprado uma contrafação, chegando aos 52% no grupo dos 15-24 anos — cair na armadilha sem saber é mais comum do que se imagina. Estas são as quatro situações mais perigosas:

Como a Alfândega fiscaliza as contrafações

O titular de uma marca pode apresentar as características de identificação do seu produto e solicitar à Alfândega a "proteção por registo" (registo de direitos); a Alfândega aplica a fiscalização fronteiriça nos termos do Regulamento de Execução das Medidas de Proteção dos Direitos de Marca pela Alfândega e, ao detetar mercadoria com risco evidente de infração, notifica simultaneamente o titular do direito e o importador ou exportador.

O processo tem prazos claramente definidos: o titular do direito deve comparecer para identificação dentro do prazo (24 horas para importação aérea e marítima, 4 horas para exportação aérea) e apresentar provas da infração no prazo de 3 dias úteis; o importador ou exportador dispõe igualmente de 3 dias úteis para apresentar prova de "não infração", caso contrário a mercadoria não é liberada e é tratada nos termos do Regulamento de Repressão do Contrabando Aduaneiro. As encomendas postais e os envios expresso importados estão igualmente sujeitos a inspeção — as pequenas encomendas de envios consolidados de compras online não são um ponto cego da fiscalização, mas sim um dos seus focos.

Qual a dimensão do comércio mundial de contrafações?

Estudo conjunto da OECD e da EUIPO (edição de 2025): em 2021, o comércio mundial de contrafações foi estimado em 467 mil milhões de USD, equivalente a 2.3% do total das importações mundiais; a China representa 45% de todos os casos apreendidos; o vestuário, o calçado e os artigos de pele representam, em conjunto, 62% das contrafações apreendidas.

Fonte: OECD/EUIPO, "Mapping Global Trade in Fakes 2025" (comunicado de imprensa da OECD de 2025-05-07); EUIPO, "2023 IP Perception Study"; data de verificação: 2026-08-31.

Como identificar corretamente produtos genuínos

Em vez de estudar "o que acontece se for apanhado", o melhor é comprar bem desde o início. Cinco medidas de controlo:

  1. Use canais oficiaisO site oficial da marca, a loja emblemática oficial, os distribuidores autorizados oficialmente — o canal é sempre a primeira garantia de que um produto é genuíno.
  2. Use plataformas com mecanismo de autenticaçãoPara artigos de moda urbana, use plataformas com verificação por terceiros como a Dewu, que "autentica antes de enviar", cujos registos de autenticação ficam guardados e são rastreáveis.
  3. Use serviços de inspeção para artigos em segunda mão de valor elevadoPara artigos de valor elevado em plataformas em segunda mão como a Xianyu, use o serviço de inspeção da plataforma e compare com o preço da Dewu; não se fie apenas nas fotos do vendedor.
  4. Recuse preços evidentemente baixosUm "artigo de luxo" a um preço muito abaixo do valor de mercado é quase sempre uma contrafação; termos como "excedente de exportação", "lote original" ou "mercadoria de fábrica" são conversa de venda de contrafações, não oportunidades de negócio.
  5. Use um envio consolidado regular e declare com veracidadeDeclare o nome e o preço do produto com veracidade; não inclua "artigos de luxo" de origem duvidosa, não deixe que uma única contrafação comprometa toda a encomenda.

Perguntas frequentes (FAQ)

Aviso: a HowBridge não transporta contrafações; esta página tem fins informativos sobre riscos legais. Para casos concretos, contacte a Administração-Geral das Alfândegas do Ministério das Finanças e o Instituto da Propriedade Intelectual do Ministério da Economia.

Sou multado se comprar uma réplica online e a enviar para Taiwan?
Sim, haverá uma perda real. Se a Alfândega determinar que se trata de uma contrafação, procede-se ao confisco nos termos do artigo 39-1 do Regulamento de Repressão do Contrabando Aduaneiro, podendo ainda ser aplicada uma multa até 3 vezes o valor da mercadoria; desde junho de 2025, nem sequer os casos de contrabando de baixo valor (até NT$5,000) ficam isentos de multa. Quer a contrafação tenha sido comprada online, numa plataforma em segunda mão ou por encomenda, a responsabilidade de importação recai sempre sobre o destinatário.
Só comprei uma unidade para uso próprio, tenho responsabilidade penal?
A importação puramente para uso pessoal, sem intenção de venda, não constitui responsabilidade penal nos termos do artigo 97 da Lei das Marcas (que exige "intenção de venda" como elemento constitutivo). Mas não se alegre demasiado depressa: a mercadoria é confiscada na mesma, pode ser aplicada uma multa até 3 vezes o seu valor, e se as despesas de destruição excederem NT$5,000 serão igualmente cobradas — mesmo sem responsabilidade penal, a perda de dinheiro e de mercadoria não é de todo menor. Assim que se determine que existe intenção de venda (por exemplo, várias unidades do mesmo modelo ou historial de vendas), passa a ser um caso penal com pena até 1 ano de prisão.
A Alfândega consegue mesmo detetar as contrafações?
Consegue, e com grande intensidade: em 2025 a Administração-Geral das Alfândegas apreendeu 430 casos de infração, com 4,92 milhões de artigos contrafeitos e um valor de mercado superior a NT$900 milhões. Os dados internacionais mostram também que cerca de 65% dos casos de apreensão de contrafações provêm de pequenas encomendas e envios postais (OECD/EUIPO 2025) — as pequenas encomendas de envios consolidados de compras online são precisamente um foco da fiscalização, não um ponto cego.
Fui enganado e comprei uma contrafação sem saber, sou também penalizado?
O confisco da mercadoria é uma medida legal obrigatória que não depende de haver ou não conhecimento — mesmo tendo sido enganado, a mercadoria é confiscada na mesma, e se as despesas de destruição excederem NT$5,000, a Alfândega irá cobrá-las igualmente ao importador. Quanto à multa, em teoria pode alegar-se ausência de dolo ou negligência (artigo 7 da Lei das Sanções Administrativas), mas, na prática, um "preço manifestamente irrazoável" costuma ser considerado indício de negligência, pelo que é difícil que essa alegação seja aceite. A perda decorrente do engano deve ser reclamada ao vendedor por via civil, separadamente. A melhor proteção é identificar previamente a fonte do produto genuíno.
Que situações de compra online têm maior risco de contrafação?
Quatro situações de alto risco: ① vendedores de origem duvidosa em plataformas em segunda mão ou C2C; ② compras por encomenda com "garantia de produto genuíno" mas a um preço evidentemente abaixo do mercado; ③ o discurso de "excedente de exportação", "lote original" ou "mercadoria de fábrica" em redes sociais e livestreams; ④ ténis, malas e relógios de imitação de alta qualidade. Um preço muito abaixo do valor de mercado é o maior sinal de alerta — segundo o inquérito da EUIPO, quase 4 em cada 10 consumidores já suspeitaram ter comprado uma contrafação; cair na armadilha sem saber é muito comum.
Posso enviar livros pirateados, discos ou cartuchos de jogos para Taiwan?
Não pode. A importação de reproduções não autorizadas é considerada violação de direitos de autor nos termos do artigo 87, n.º 1, alínea 3, da Lei dos Direitos de Autor, com pena até 2 anos de prisão, ou multa até NT$500,000, ou ambas. A única exceção é o artigo 87-1, "uso pessoal do importador não destinado à distribuição" — segundo o comunicado do Instituto da Propriedade Intelectual, limitado a um exemplar por obra e por vez; um lote com vários exemplares já não se enquadra nesta exceção.
Como posso garantir que compro um produto genuíno e o importo legalmente?
Cinco medidas: ① use o site oficial da marca ou canais autorizados oficialmente; ② para artigos de moda urbana, use plataformas com mecanismo de autenticação como a Dewu, que "autentica antes de enviar"; ③ para artigos em segunda mão de valor elevado, use o serviço de inspeção e compare com o preço de mercado; ④ recuse "artigos de luxo" com preços evidentemente baixos; ⑤ use um envio consolidado regular e declare com veracidade o nome e o preço do produto.
A HowBridge ajuda-me a enviar contrafações?
Não. As contrafações são mercadoria de importação proibida, e a HowBridge, nos termos da lei, não as transporta; se o armazém de Shenzhen detetar possíveis contrafações à receção, o envio não será consolidado. Incentivamos a compra de produtos genuínos em canais com mecanismo de autenticação (como a Dewu, que autentica antes de enviar); os produtos genuínos seguem por consolidação e desalfandegamento regulares, com total tranquilidade e legalidade.

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Versão dos dados do índice de referência: 2026-08-16